Enquanto as expressões da elite são preservadas e legitimadas em museus, universidades e instituições culturais, as manifestações das camadas populares, como a Congada de Santa Efigênia, o forró, as comidas típicas e as brincadeiras infantis, são muitas vezes tratadas como curiosidades exóticas ou "tradições do povo", como se estivessem presas ao passado, sendo que as mesmas estão carregadas de história e de um conhecimento precioso.
Este evento mostra que a valoração da cultura erudita e a desconsideração da cultura popular são instrumentos de poder, determinados pelas classes dominantes. Ao dar visibilidade a aquilo que historicamente foi inferiorizado, o evento mostrou que a cultura popular não é “inferior”, é apenas diferente e fundamental para entender quem somos enquanto sociedade. O Arraiá das Quebradas trouxe à tona uma cultura viva e atual, que não quer ser apenas lembrada ou colocada em um museu como uma “beleza do morto”, conceito criado pelo historiador Michel de Certeau, que ironiza como o sistema muitas vezes só valoriza as culturas populares depois que já estão mortas, domesticadas e desprovidas de poder.
Integrantes do grupo que realizaram está pesquisa:
Izadora Cardozo de Jesus
Jennyfer Agatha Tassino
Karoline Terto dos Santos
Lukeba Mani Macaia
Melissa Pereira Santos
Misael Francisco Arruda
Nicky Oliveira da Silva
Nicol Camila Rojas Condori
Sofia Lucchini de Mendonça
https://sites.google.com/aluno.ufabc.edu.br/pesquisa-ufabc-arraia/in%C3%ADcio
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