domingo, 31 de agosto de 2014

UFABC acústico: sarau e sessão de gravação

Na última palestra da mestranda Marissel Marques comentamos a respeito da inauguração do espaço acústico na UFABC e de sua intervenção neste evento que ocorrerá dia 12/09/2014. Os ingressos são gratuitos e serão distribuidos no dia a partir das 16h.



As informações constam em:

https://www.facebook.com/groups/ufabc/786887511331887/

https://www.facebook.com/events/698614720206425/

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Palestra 4 - Arte e ciência em Pina Bausch


Palestra 4 - Arte e ciência em Pina Bausch

29.8 (6ª. Feira)  19h às 21h, Auditório 4, Beta

Arte e ciência em Pina Bausch.

Marissel Marques. Bacharel em Dança e mestranda do Programa de Pós Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e da Matemática. Orientadora: Profa. Dra. Ana Maria Dietrich.







- Tópicos que serão abordados em sala de aula
 
1.     Filme 2001 - Odisséia no espaço (1968) e Pina (2011) – com intuito de proporcionar a fruição estética e discussão sobre as obras fílmicas.
2.     Diferença conceitual entre a Ciência Clássica e a Ciência Moderna.
3.     Conceitos de técnica e tecnologia. Exemplos da tecnologia com a fotografia e o cinema, relacionando com as transformações do meio de comunicação e da arte.
4.     Conceito sobre Arte e Dança apontando para as interferências da visão científica.
- Materiais didáticos utilizados (vídeos, músicas, etc.)
1.     Filme 2001 - Odisséia no espaço (1968) e Pina (2011)
2.     Apresentação em Prezi

- Bibliografia
1.     Palacio, Garcia E.M. et. al. Caderno de Ibero-America: Introdução aos estudos CTS  (ciência, tecnologia e sociedade). 2003.
Disponível em
http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/kenia/materiais/Livro_CTS_OEI.pdf

2.     Silva, Eliana R. Olhar Dança-Teatro: uma proposta em movimento. IV Congresso de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas, 2010.
Disponível em
http://portalabrace.org/vicongresso/pesquisadanca/Eliana%20Rodrigues%20Silva%20-%20Olhar%20Dan%E7a%20teatro.pdf


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1. A partir do desenvolvimento das técnicas e da tecnologia quais as relações possíveis entre Arte e Ciência.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Palestra 3 - Cultura oral em Sento Sé (BA)


DIA 26/08: (3ª. Feira) 21h às 23h, sala 203, alfa 2

Ana Catarina Martinelli Braga. Historiadora e mestranda do Programa de Pós Graduação em Planejamento e Gestão do Território. Orientadora: Profa. Dra. Silvia Helena Passarelli.










Objetivo da Aula: Proporcionar ao discente o conhecimento e a reflexão sobre os conceitos de memória e identidade social através da pesquisa de campo subsidiada pela ferramenta da História Oral.
TÓPICOS QUE SERÃO ABORDADOS EM SALA DE AULA:
- Trajetória da pesquisa.
- O conceito de Memória e Identidade – (HALBWACHS, 1968) (POLLACK, 1992).
- Identificação dos conceitos de memória e identidade no Caso Sento-Sé. 
- Exposição do Documentário “Adeus Rodelas” (primeira parte) (duração de 10 minutos)
- Debate aberto (dúvidas e argumentações) , exposição da questão a ser respondida pelos alunos.  

MATERIAIS DIDÁTICOS UTILIZADOS:
- “Adeus Rodelas”


BIBLIOGRAFIA
BRAGA, A. C., Santo Sé Sento-sé e a construção da Barragem do Sobradinho: a memória de um povo. Disponível em http://identidadeseculturasanadiet.blogspot.com.br/2014/07/links-para-assistir-o-documentarioadeus.html
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Vértice. São Paulo, SP. 1990. Diusponível em:  http://pt.scribd.com/doc/48811146/Maurice-Halbwachs-A-Memoria-Coletiva
POLLACK, Michel. Memória Esquecimento e Silêncio. São Paulo, SP. Disponível em:
 http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf
__________________. Memória e Identidade Social. Revista Estudos Históricos. Vol, .n. 10. 1992. P. 200-212.


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 Selecione alguém de sua família e realize uma entrevista com essa pessoa tendo como base uma pergunta: Para você qual o sentido da vida?
A partir da entrevista coletada elaborem um texto de 15 a 20 linhas identificando os conceitos de memória e identidade na trajetória de vida do colaborador entrevistado. O texto deve conter citações do colaborador que identifiquem os conceitos estudados.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Palestra 2 - Projeto Batuclagem: refletindo sobre a educação não formal em Identidade e Cultura.


DIA 22/08: (6ª. Feira) 21h às 23h, sala 203, alfa 2



Luiz Henrique Portela Faria. Historiador e mestrando do Programa de Pós Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e da Matemática. Orientadora: Profa. Dra. Ana Maria Dietrich.
















Tópicos da aula:
            1) Apresentação do Projeto Batuclagem
            Objetivos, metodologias, público alvos e resultados obtidos com o projeto de extensão.

            2) Histórico do Projeto
            Sua trajetória de 2011-2013 e a continuidade em 2014.

            3) Educação não formal e meio ambiente no Batuclagem
            "O que significa Educação não formal?" e sua aplicação no projeto Batuclagem.

            4) Conceito de arte-educação segundo Ana Mae Barbosa:
Arte/Educação é todo e qualquer trabalho consciente para desenvolver a relação de públicos (criança, comunidades, terceira idade etc.) com a arte. Ensino de arte tem compromisso com continuidade e currículo, quer seja educação formal ou informal. Arte Educação foi o termo usado por meus mestres. Eu acrescentei o hífen, Arte-Educação, no momento em que arte era recusada pelos educadores, nos anos de sua introdução obrigatória no currículo escolar, em torno de 1973-1974, para dar ideia de diálogo e mútuo pertencimento entre as duas áreas. Na época, meus mestres gostaram da ideia. Recentemente, em 2000, um linguista nos aconselhou a usar a barra, pois este sinal, sim, é que significa mútuo pertencimento. Tanto é assim que a barra é muito usada em endereços de sites, quando um assunto específico está dentro de outro mais amplo. Mas Arte/Educação e ensino de arte são faces diferentes de uma mesma moeda, a moeda concreta da intimidade com a arte (BARBOSA, 2009, p.01).

           
Materiais didáticos
1) Blog  do projeto
Página do facebook

2) Entrevista com Ana Mãe Barbosa - Fapesp
http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/370/entrevistados/ana_mae_barbosa_1998.htm

3) Oficinas de educação ambiental gravadas em DVD's

4) Fotos do projeto

5) Histórias inéditas que estão no livro "Batuclagem e a magia das Histórias" (atualmente no prelo).


Bibliografia
Educação não formal - Martha Marandino disponível em
http://www.geenf.fe.usp.br/v2/wp-content/uploads/2013/09/Educa%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-formal.pdf

Contação de Histórias como estratégia pedagógica na Educação Infantil e no Ensino Fundamental disponível em
http://e-revista.unioeste.br/index.php/educereeteducare/article/viewArticle/4643



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São necessárias iniciativas como esta na Universidade? Por que a Universidade deve transcender o ensino de universitários, atingindo também o ensino infantil ou médio?



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Palestra 1 - Gênero em Identidade e Cultura




19.8 (3ª. Feira) 21h às 23h, sala 203, alfa 2 

 

Andreia Moreira. Psicóloga da Prefeitura Municipal de Santo André. Aluna especial do Programa de Pós Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e da Matemática. Orientadora: Profa. Dra. Ana Maria Dietrich.



Tópicos que serão abordados em sala de aula
·      Identidade e Sexualidade
·      Identidades de Gênero

 

Aula expositiva, com base nos textos indicados na bibliografia, com debate e discussão do vídeo e música. 
Materiais didáticos
·      Vídeo: A influência da mídia na formação das identidades de gênero/sexualidade/ normalidade

 
·      Musica: Ney Mato Grosso para reflexão: O que é ser homem?
  
Bibliografia
Conceito de Gênero. Formação de Professoras/es em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. Curso Gênero e diversidade na escola. Módulo 2. Disponível em:
LOPES, F. Masculinidades: reflexões em torno de seus aspectos históricos, culturais e sociais. Disponível em http://www.revistacontemporaneos.com.br/n8/dossie/masculinidadesreflexoes.PDF
MOREIRA, Andreia. Heterossexualidade compulsória.  Disponível em




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Comente  as questões de gênero presentes na musica de Ney Mato Grosso: Homem com H
 
Quando eu estava prá nascer
De vez em quando eu ouvia
Eu ouvia a mãe dizer:
"Ai meu Deus como eu queria
Que esse cabra fosse home
Cabra macho prá danar"
Ah! Mamãe aqui estou eu
Mamãe aqui estou eu
Sou homem com H
E como sou!
 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Mesa Literatura e Violência - FLIP Paranapiacaba



Na aula de 08/08/14 de IDENTIDADE E CULTURA pudemos assistir a mesa Literatura e Violência, no auditório do Bloco Beta, na UFABC- campus São Bernardo, como pré atividade FLIP Paranapiacaba, que acontecerá na Vila de Paranapiacaba nos próximos dias  6 e 7 de Setembro. A atividade foi organizada pela docente da UFABC Andrea Paula dos Santos, que ministra aulas de Identidade e Cultura no período matutino.
POR COSMO LIMA
discente BCH/ UFABC

Destaques: Pão-Poesia / Apresentação dos autores / Oficina de Escrita Criativa
Autores: Conceição Bastos / Hélio Neri / José Geraldo Neris / Rubens Jardim / Org. FLIP - Rosana Banharoli / Kiosan

Vejam meus apontamentos:
Rosana Banharoli – Apresentou motivação da criação da FLIP, escritores de grande talento mas sem destaque no meio literário;
Vinicius Canhoto – Mostrou sua Antologia de Contos mencionando um caso de estupro de uma estudante francesa, em um trem com 60 passageiros que não foram capaz de impedir a violência e esse tema acabou gerando um inspiração para escrita de contos com a temática violência. Aborda a presença do conflito/violência na produção humana. http://infernoriscadoagiz.wordpress.com/
Rubem Jardim – Editor de Jornal – Antologia 50 anos Movimento Catequese Poética; Apresentação a Catequese Poética, Lindolf Bell – (Claudio Viller, Roberto Piva, Álvaro Alvares de Faria) Movimento histórico fundado na necessidade de comunicar e de romper com as limitações da Década de 60 (Regime Militar) para a Publicação de livros.  Através de Saraus e leituras Públicas de divulgação e venda dos livros. Linguagem de contestação e indignação nos textos eram elementos comuns do Grupo. Discutiu a atual situação do mercado editorial e a mercantilização da literatura. “Até que em fim; Dei em nada; Dei em MIM”.

Kiosan de Oliveira – O mundo Black Power de Tayó / OMO-OBA  Histórias de Princesas / O mar que banha a Ilha de Goré /  (Livro infantil temática, princesas africanas) Livro animando no canal Futura Sábado as 12 e domingo as 14. – Relatou as experiências infantis de racismo (violência). Os revezes e dificuldades e desventuras de uma infância marcada, pelas violências sofridas no processo educacional. Os desencorajamentos por ser mulher e negra e sua trajetória como escritora e seu processo de criação de identidade. E sua participação no MNU (Movimento Negro Unificado) a 30 anos;
Hélio Neri – Um pedaço de chuva no Bolso – Resgate de pesquisa Afro/Ameríndia – Busca manter a tradição oral e histórica dos povos originais. Citação de Manuel de Barros – Reverencia ao Cotidiano como base para a criação;
Conceição Bastos – Coletivo tantas letras – Diário de uma mulher em rota de chuva.
Formada em Serviço Social – Escritora cm experiência em ações sociais e projeto de erradicação do trabalho infantil. Leitura do texto tema Violência na Literatura: Título-Rapunzel.

O retorno às ruas contra o racismo, denunciando o genocídio negro pro mundo.

Vejam matéria sobre o tema Racismo discutida em Sala de aula

POR KATIARA OLIVEIRA

"Nas margens da cidade vejo um camburão.
Protegendo a propriedade à mando do patrão
Tratando preto ainda como escravo fujão
Advinha quem provoca nossa divisão?"
Katiara [1]



       Recentemente circulou um post com uma foto de uma coluna de jonal impresso [2] nas redes sociais no qual uma menina negra de 10 anos, chamada Kauane, solicitava ajuda financeira para poder realizar seu sonho, que seria o alisamento de seu cabelo, pois seus pais não tinham condições de pagar este procedimento estético. A notícia fez-me refletir sobre as diferentes maneiras, diretas ou indiretas, de se destruir um povo e, por isso, a relacionei com um trecho de uma das canções do grupo de rap Racionais MC's: “É a nossa destruição que eles querem; física, mentalmente, o mais que puderem”. Postei um comentário no post, efetuando esta associação entre este rap e práticas genocidas, ressaltando as semelhanças, diferenças e a relação dialética entre a destruição física e mental de um povo e destacando ainda a hibridização do racismo em nossas relações sociais cotidianas.  
         O motivo da garota desejar tanto este procedimento estético torna-se mais inquietante ao constatarmos que, em sua fala: “...sou negra e sofro bullying dos meus colegas” que a palavra “bullying” oculta e mascara a causa real do seu sofrimento, que é o racismo. A ocultação e descaracterização de situações racistas por meio da utilização de certos termos, como bullying ou injúria racial, configura-se como uma estratégia da ideologia burguesa de ressiginificação de atos discriminatórios que ocorrem diariamente em diferentes espaços, dentre eles em instituições estatais, como as educacionais. Um agravante é a resposta à essas discriminações que nos leva a questionar o porque não é assumido como racismo.
         A solução apontada no texto do jornal é a adoção de um tratamento estético que irá mascarar os traços africanos da menina. Tal “solução” reafirma, reforça e naturaliza o ideário racista que postula a superioridade e os valores de uma determinada raça, no caso a branca, sob as demais. A solução apontada no texto do jornal, é a adoção de um procedimento estético que irá mascarar os traços africanos da menina, naturalizando dessa forma seu sofrimento. Essa supervalorização da estética branca, reinvindicada por uma criança negra, e sua família, com apoio da mídia e muitos de seus leitores, evidencia o poder da ideologia racista e, também, caracteriza-se como uma das manifestações do processo de genocídio perpetrado contra o povo negro.
         Embora o genocídio de um povo seja comumente identificado como um processo de extinção física de uma determinada raça ou etnia, (como ocorreu com alguns povos nativos e como vêm ocorrendo com o povo palestinoi) ele também manifesta-se em todas as esferas de nossas vidas. No caso de Kauane identificamos uma manifestação indireta do genocídio de sua negritude com a adoção da cultura do embranquecimento para escapar das humilhações e sofrimento. Mesmo Kauane afirmando-se enquanto negra, e, neste caso, negativamente, ela terá poucas chances de conhecer, por meio da escola; a história africana, a cultura negra e as contribuições do seu povo, a fim de apreender a história da humanidade. Sem estes subsídios Kauane dificilmente terá orgulho de sua ancestralidade e se reconhecerá como parte da continuidade que evidencia a forte identidade de resistência[3] do povo negro brasileiro.

Leia a matéria completa publicada na Revista Contemporartes